Os
órgãos federais iniciaram o ano com muitas compras. Depois da polêmica
compra de 12 carros importados (Ford, modelo Edge) ao custo de R$ 1,76
milhão, a Secretária de Administração da Presidência da República
comprou mais carros. A Pasta empenhou R$ 593,4 mil para a compra de 13
novos automóveis. Os carros são da marca Focus Sedan.
Quem também entrou na onda automobilística foi o Supremo Tribunal
Federal (STF), que desembolsou R$ 68,8 mil para contratar empresa para
prestação de serviços de veículos blindados de representação. Outra
aquisição do órgão diz respeito à energia. O STF empenhou R$ 4,6 mil
para a compra de 3,5 mil pilhas alcalinas, de tamanho AA e 1,5 volt
cada.
A Câmara dos Deputados também contratou serviços. A Casa empenhou R$
20,2 mil para contratar curso de português para estrangeiros, que deverá
ser ministrado durante o programa de capacitação para analistas legais
do parlamento do Timor Leste. O órgão desembolsou ainda pouco mais de R$
2 mil para o fornecimento de 30 fones de ouvido.
A princípio não existe nenhuma ilegalidade nem irregularidade neste tipo
de gasto feito pela União. O eventual cancelamento de tais empenhos
certamente não ajudaria, por exemplo, na manutenção do superávit do
governo ou em uma redução significativa de despesas. Mas é sempre
interessante publicar essas aquisições e popularizar a discussão em
torno dos gastos públicos junto ao cidadão comum, no intuito de aumentar
a transparência e o controle por parte da sociedade.