Até ontem não havia acordo entre a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e a Associação de Hospitais e Serviços de Saúde do Estado da Bahia (Ahseb), portanto, os atendimentos continuam interrompidos por tempo indeterminado.
De
acordo com o vice-presidente da Ahseb, Ricardo Costa, apesar de 20 mil
pessoas estarem sem atendimento por dia, ainda não há previsão de quando
os prestadores do SUS retomam as atividades.
“Não houve acordo entre nós e a prefeitura e as negociações continuam paradas. Entramos com pedido de liminar na 4ª Vara da Fazenda Pública do Tribunal de Justiça da Bahia, pedindo o pagamento imediato do repasse, mas a juíza disse que antes de qualquer decisão precisa ouvir a prefeitura”, explicou.
“Não houve acordo entre nós e a prefeitura e as negociações continuam paradas. Entramos com pedido de liminar na 4ª Vara da Fazenda Pública do Tribunal de Justiça da Bahia, pedindo o pagamento imediato do repasse, mas a juíza disse que antes de qualquer decisão precisa ouvir a prefeitura”, explicou.
Diante
do impasse, o soteropolitano continua a peregrinação em busca de
clínicas com portas abertas. Na manhã de ontem, cerca de 40 pessoas
formaram fila em frente a Clinog da Rua Padre Feijó, Canela.
“Quando cheguei para trabalhar a fila já estava enorme. Tivemos muito trabalho para explicar que não seriam atendidas e que não havia data prevista para normalizar a situação. Muita gente reclamou e alguns até se negaram a voltar para casa, mas não temos outro jeito a dar”, disse o porteiro, Clebson de Jesus, 30 anos.
“Quando cheguei para trabalhar a fila já estava enorme. Tivemos muito trabalho para explicar que não seriam atendidas e que não havia data prevista para normalizar a situação. Muita gente reclamou e alguns até se negaram a voltar para casa, mas não temos outro jeito a dar”, disse o porteiro, Clebson de Jesus, 30 anos.
Muitos
pacientes vieram de outros municípios e não conseguiram realizar
exames. “Tenho problemas sérios nas vistas e preciso dos exames para
continuar a medicação. Vim de Santo Antônio de Jesus para ser consultada
e ninguém me atendeu. É uma vergonha”, disparou uma aposentada. A dona
de casa, Antônia Helena, 48, compareceu a clínica em busca de resultados
dos exames, mas nem isso está sendo entregue.
“Fiz uma mamografia e uma ultrassonografia mamária. O resultado já estava pronto desde a semana passada, mas não pude vir buscar. Se soubesse que iria acontecer isso tinha dado um jeito”, lamentou.
“Fiz uma mamografia e uma ultrassonografia mamária. O resultado já estava pronto desde a semana passada, mas não pude vir buscar. Se soubesse que iria acontecer isso tinha dado um jeito”, lamentou.
Dívida é de R$ 10 milhões