Demósthenes Luiz: “Os pais não fiscalizam seus filhos; aí tudo é a polícia. Tem que tratar segurança pública na base. A polícia não vai acabar com isso, quem acaba com a violência, primeiramente, é a família.
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Após receber uma denúncia, sobre ''o alto índice de criminalidade'', no Mural de Recados, a equipe do Camaçari Fatos e Fotos (CFF) fez um levantamento estatístico da violência em Camaçari no último mês e constatou um número alto de assassinatos e roubo de veículos. Ao ouvir sobre os dados, o comandante do 12º Batalhão de Polícia Militar (BPM), tenente-coronel Demósthenes Luiz demonstrou surpresa e fez duras críticas ao que chamou de “covardia dos pais”.
Segundo o levantamento do CFF, em abril houve 16 assassinatos (em média um homicídio a cada dois dias) e 26 veículos roubados, além de oito tentativas de assassinato. Entretanto, de acordo com o coronel Demósthenes, a Polícia Militar (PM) tem conhecimento de apenas 14 assassinatos e seis roubos de veículos, quatro destes, segundo ele, já recuperados.
Apesar do elevado número de mortes, o comandante voltou a declarar que Camaçari não é uma cidade violenta, considerando a situação econômica do município e o cenário nacional. Ainda de acordo com Demósthenes, todos os assassinatos registrados em abril têm relação direta com o tráfico de drogas: “14 homicídios, 14 pessoas envolvidas com o tráfico. Se você não estiver envolvido, você não vai morrer em Camaçari. Você tem 98% de possibilidade de viver 100 anos em Camaçari, se não tiver envolvimento com o tráfico”, enfatizou.
A despeito de declarar que a cidade não é violenta, o coronel Demósthenes afirmou que a PM tem feito o trabalho que lhe compete e sugeriu mais atuação da família no combate e prevenção à violência. “Os pais não fiscalizam seus filhos; aí tudo é a polícia. Tem que tratar segurança pública na base. A polícia não vai acabar com isso, quem acaba com a violência, primeiramente, é a família.”, declarou
Na opinião do comandante, esse comportamento dos pais, além de não contribuir com a prevenção, por que potencializa a violência já existente, com a omissão da família, a obrigação de educar é automaticamente transferida para a escola e até mesmo para a PM. “Hoje não se pode trabalhar segurança pública só com polícia, tem que se trabalhar com família, com escola, princípios religiosos, ação social, ministério público, judiciário e delegacia de polícia”, completou.
Questionado sobre as investidas da PM em ações de manutenção da segurança, o comandante Demósthenes citou a “Operação Cerco Urbano”, iniciada na última quarta-feira (9), que tem como principal objetivo coibir a criminalidade. Entretanto, ele reafirmou a parcela de culpa da família: “Não aceito que alguém diga que a questão da violência é questão de polícia. A polícia tem suas mazelas? Tem, mas a família é a maior responsável; é a covardia do pai e da mãe. Aceito críticas e respondo com trabalho, mas não resolvo problema familiar”, disse, taxativo, sugerindo que pais, para não enfrentar a situação de frente, faz as vezes papel de Avestruz.
Demonstrando óbvia insatisfação, o tenente-coronel citou um dado preocupante:“Temos tráfico de drogas nas escolas e não podemos abordar dentro da escola; a PM está impedida de abordar; tem documento de diretores pedindo socorro à polícia. Tenho solicitado participar de reuniões de pais e mestres e nunca fui permitido, pois as pessoas têm medo de ouvir a verdade.”, revelou.
O Coronel acredita que a saída para a violência é a família e a fiscalização dos pais, e um trabalho conjunto entre os diversos órgãos governamentais e a sociedade. Ele sugeriu ainda que, além da deficiência nestas instituições, a fragilidade da legislação brasileira acaba por contemplar e proteger o bandido. “Nosso código penal tem 70 anos e até hoje a caixa preta do Congresso não se abriu, o primeiro pilar da violência é a impunidade”,completou.
“Ou a sociedade se une ou a violência não terá fim”, concluiu, convidando a sociedade a colaborar mais com a polícia, tanto fiscalizando seus filhos, quanto denunciando ocorrências e locais de práticas criminosas.
Apesar do elevado número de mortes, o comandante voltou a declarar que Camaçari não é uma cidade violenta, considerando a situação econômica do município e o cenário nacional. Ainda de acordo com Demósthenes, todos os assassinatos registrados em abril têm relação direta com o tráfico de drogas: “14 homicídios, 14 pessoas envolvidas com o tráfico. Se você não estiver envolvido, você não vai morrer em Camaçari. Você tem 98% de possibilidade de viver 100 anos em Camaçari, se não tiver envolvimento com o tráfico”, enfatizou.
A despeito de declarar que a cidade não é violenta, o coronel Demósthenes afirmou que a PM tem feito o trabalho que lhe compete e sugeriu mais atuação da família no combate e prevenção à violência. “Os pais não fiscalizam seus filhos; aí tudo é a polícia. Tem que tratar segurança pública na base. A polícia não vai acabar com isso, quem acaba com a violência, primeiramente, é a família.”, declarou
Na opinião do comandante, esse comportamento dos pais, além de não contribuir com a prevenção, por que potencializa a violência já existente, com a omissão da família, a obrigação de educar é automaticamente transferida para a escola e até mesmo para a PM. “Hoje não se pode trabalhar segurança pública só com polícia, tem que se trabalhar com família, com escola, princípios religiosos, ação social, ministério público, judiciário e delegacia de polícia”, completou.
Questionado sobre as investidas da PM em ações de manutenção da segurança, o comandante Demósthenes citou a “Operação Cerco Urbano”, iniciada na última quarta-feira (9), que tem como principal objetivo coibir a criminalidade. Entretanto, ele reafirmou a parcela de culpa da família: “Não aceito que alguém diga que a questão da violência é questão de polícia. A polícia tem suas mazelas? Tem, mas a família é a maior responsável; é a covardia do pai e da mãe. Aceito críticas e respondo com trabalho, mas não resolvo problema familiar”, disse, taxativo, sugerindo que pais, para não enfrentar a situação de frente, faz as vezes papel de Avestruz.
Demonstrando óbvia insatisfação, o tenente-coronel citou um dado preocupante:“Temos tráfico de drogas nas escolas e não podemos abordar dentro da escola; a PM está impedida de abordar; tem documento de diretores pedindo socorro à polícia. Tenho solicitado participar de reuniões de pais e mestres e nunca fui permitido, pois as pessoas têm medo de ouvir a verdade.”, revelou.
O Coronel acredita que a saída para a violência é a família e a fiscalização dos pais, e um trabalho conjunto entre os diversos órgãos governamentais e a sociedade. Ele sugeriu ainda que, além da deficiência nestas instituições, a fragilidade da legislação brasileira acaba por contemplar e proteger o bandido. “Nosso código penal tem 70 anos e até hoje a caixa preta do Congresso não se abriu, o primeiro pilar da violência é a impunidade”,completou.
“Ou a sociedade se une ou a violência não terá fim”, concluiu, convidando a sociedade a colaborar mais com a polícia, tanto fiscalizando seus filhos, quanto denunciando ocorrências e locais de práticas criminosas.
Estatística de abril de 2012, conforme registro do 12° Batalhão de Polícia Militar de Camaçari:
Notas da redação: O CFF procurou o comandante da 59ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM) de Camaçari, major Fernando Leal, para falar sobre a estatística no mês de abril, porém não obteve êxito.
Os dados apresentados pelo CFF ao comandante Demósthenes foram fruto de uma pesquisa detalhada sobre as ocorrências policiais publicadas nos sites de notícias regionais sobre Camaçari durante todo mês de abril. CFF
Os dados apresentados pelo CFF ao comandante Demósthenes foram fruto de uma pesquisa detalhada sobre as ocorrências policiais publicadas nos sites de notícias regionais sobre Camaçari durante todo mês de abril. CFF
