BAHIA: MPF RECOMENDA À MARINHA MEDIDAS PARA COIBIR REPRESSÃO A QUILOMBOLAS


As denúncias de repressão contra os residentes do quilombo Rio dos Macacos, território situado perto da Base Naval de Aratu, entre as cidades de Salvador e Simões Filho, são focos de ação do Ministério Público Federal (MPF-BA). A Procuradoria direcionou recomendação ao Comando do 2º Distrito Naval da Marinha no dia 1° de junho, com o intuito de coibir "constrangimento físico e moral" aos remanescentes de escravos. A Marinha, que disputa a posse do território na Justiça, tem 15 dias para se posicionar acerca das providências que serão tomadas.

A abertura da representação, assinada pelos procuradores Ovídio Augusto Amoedo Machado e Melina Flores, foi motivada pelas denúncias recebidas pelo órgão e noticiadas na imprensa. No entanto, teve como base um inquérito civil que apura ato de improbidade administrativa feito por militares contra os moradores.

A recomendação prevê que o comandante seja responsável pela tomada de três providências. A primeira aborda a proibição de qualquer tipo de coação física ou moral e adverte que cabe à Justiça resolver o impasse, "a quem compete, exclusivamente, e por meios de seus servidores próprios, executar e fazer cumprir o que for decidido".

Em seguida, os procuradores solicitam que o órgão militar "exerça o controle e a fiscalização efetiva dos atos praticados por oficiais subordinados" e que repreenda qualquer tipo de "prática arbitrária ou agressiva" com medidas disciplinares. E, por fim, recomenda à Marinha que informe ao MPF a ocorrência dos fatos ilícitos. Fonte G1 Bahia