Estudo aponta outro benefício do álcool em
moderação: dessa vez, bebida pode ser aliada contra câncer nos
Uma dose de bebida alcoólica ao dia pode
reduzir risco da doença em até 30%
Segundo um estudo desenvolvido no centro médico da
Universidade de Boston, nos Estados Unidos, o consumo moderado de bebida
alcoólica — especificamente de uma dose de álcool ao dia — pode diminuir o
risco de câncer nos rins em até 30%. Beber mais do que essa quantidade, no
entanto, não acrescenta nenhum benefício em relação à doença. A pesquisa foi
publicada na edição deste mês do periódico British Journal of Cancer.
Os
pesquisadores chegaram a essa conclusão após analisarem outros 24 estudos sobre
o assunto. De acordo com os resultados, quando comparados a indivíduos
abstêmios, aqueles que bebem moderadamente podem ter um risco entre 25% e 30%
menor de apresentar câncer renal. Esse efeito, afirmam os autores, vale tanto
para todos os tipos de bebida alcoólica e é semelhante para ambos os sexos.
Álcool e saúde — A relação entre consumo de álcool e doenças
cardiovasculares em seres humanos pode ser representada por uma 'curva em J',
segundo análise estatística: quem bebe pequenas quantidades de álcool por dia
costuma ter riscos menores de ter um infarto do coração ou um derrame cerebral
do que abstêmios; mas quem bebe muito aumenta as chances de ter esses
problemas. O 'J' representa essa curva graficamente. A perna menor da letra
representa o risco dos abstêmios. Sua queda na curva da letra representa o
risco dos bebedores moderados, e sua ascensão acentuada na perna grande da
letra o risco dos que bebem muito.
Não é para você
Não é para você
Apesar de a bebida alcoólica, com moderação,
proporcionar benefícios para a saúde, ela não é indicada para todos. Existem
pessoas que não devem ingerir quantidade alguma de álcool, já que os prejuízos
são muito maiores do que as vantagens. Sinal vermelho para quem tem os
seguintes problemas:
Cirrose hepática: o álcool destrói as células do fígado e é o responsável por causar cirrose, quadro de destruição avançada do órgão. Pessoas com esse problema já têm o fígado prejudicado e a ingestão só induziria a piora dele.
Triglicérides aumentado: o triglicérides é uma gordura tão prejudicial quanto o colesterol, já que forma placas que entopem as artérias, podendo causar infarto e derrame cerebral. O álcool aumenta essa taxa. Portanto, quem já tiver a condição deve manter-se longe das bebidas alcoólicas.
Pancreatite: a doença é um processo inflamatório do pâncreas, que é o órgão responsável por produzir insulina e também enzimas necessárias para a digestão. O consumo exagerado de álcool é uma das causas dessa doença, e sua ingestão pode provocar muita dor, danificar o processo de digestão e os níveis de insulina, principal problema do diabetes.
Úlcera: é uma ferida no estômago. Portanto, qualquer irritante gástrico, como o álcool, irá piorar o problema e aumentar a dor.
Insuficiência cardíaca: por ser tóxico, o álcool piora a atividade do músculo cardíaco. Quem já sofre desse problema deve evitar bebidas alcoólicas para que a atividade de circulação do sangue não piore.
Arritmia cardíaca: de modo geral, ele afeta o ritmo dos batimentos cardíacos. A bebida alcoólica induz e piora a arritmia.
Redobre a
atenção
Há
também aqueles que devem ter muito cuidado ao beber, mesmo que pouco. Tudo
depende do grau da doença, do tipo de remédio e do organismo de cada um.
Gastrite: é uma fase anterior à úlcera e quem sofre desse problema deve tomar cuidado com a quantidade de bebida alcoólica ingerida. Como pode ser curada e controlada, é permitido o consumo álcool moderado, mas sempre com autorização de um médico.
Diabetes: Todos os diabéticos devem ficar atentos ao consumo de álcool. A quantidade permitida dessa ingestão depende do grau do problema, dos remédios e do organismo da pessoa. Recomenda-se, se for beber, optar por fazê-lo antes ou durante as refeições para evitar a hipoglicemia. Fonte Veja
