Se o
ex-ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, desembarcar hoje no
trecho do Eixo Norte, onde estão previstos 420 km de canal, poderá chorar ao
ver seu principal projeto – e da presidente Dilma Rousseff – completamente
parado. Somente o preço astronômico de sua construção, estimado em R$ 5,286
bilhões, cresceu e desperta a atenção mais do que o envolvimento da Delta
Construções, afastada da empreitada por força do escândalo da CPI de Carlinhos
Cachoeira. Este mês, a maior obra do PAC deveria ser inaugurada e o sofrido
povo nordestino veria a preciosa água jorrar no seco Cabrobó, beneficiando os
Estados de Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará. O sonho foi
transferido para 2015, já com os dois canais, somando 713 km, que custavam em 2007
cerca de R$ 4,5 bilhões, experimentando, por enquanto, um novo preço de R$ 8,2
bilhões. É bom lembrar que, na época do baiano à frente do MI, lá se trabalhava
em 3 turnos e, por isso, Dilma chamava Geddel de “tratorzinho”.