Catarinense havia viajado de Rio
Negrinho para ver o São Paulo jogar no domingo acompanhada do pai, do irmão
gêmeo e de uma prima Após viajar 120 km para ir a um estádio pela primeira vez
e quase ter sido agredida pela torcida do Coritiba ao ganhar a camisa de Lucas,
do São Paulo, Millena Pscheidt, 14 anos, diz que não quer mais voltar a
Curitiba para ver um jogo. "Não tenho mais vontade de ir a nenhum estádio
em Curitiba", disse à Folha de S.Paulo. "Agora, só no Morumbi".
Catarinense, a garota havia viajado de Rio Negrinho, em Santa Catarina, para
ver o São Paulo jogar no domingo acompanhada do pai, do irmão gêmeo e de uma
prima. A família ficou na torcida rival com receio de que houvesse brigas no
lado do São Paulo. A sugestão foi da prima, curitibana. Na família, ninguém
comemorou alto o gol do empate por 1x1 dos paulistas. Millena, porém, gritou
para o atacante Lucas no fim da partida, pedindo a camisa. "Quando ele
veio para a nossa direção (e entregou a camisa), torcedores vieram para cima da
gente. Cuspiram no Lucas, xingaram muito". Na confusão na arquibancada, o
pai de Millena quebrou o dedo. O irmão apanhou, mas não ficou ferido. A família
teve de deixar o estádio sob escolta. Já a camisa do ídolo Lucas "está
inteira". A jovem disse que também foi ofendida pela internet. "Me
chamaram de piranha, de tudo que é coisa. Falaram que, se me vissem, iam me
espancar", afirmou. A Polícia Civil anunciou nesta semana que investigará
o episódio e buscará identificar os envolvidos, que serão indiciados sob
suspeita de agressão física ou verbal. O Coritiba lamentou o ocorrido e disse
que irá expulsar caso a polícia identifique um sócio.