Engana-se
quem pensa que o caso do atleta Felipe Carmel, de apenas 13 anos, que teria
sido agredido dentro da Toca do Leão pelo atacante Wellingon, de 20 anos, foi
resolvido. Nesta segunda-feira (20), o pai do menor, Fábio Carmel, voltou à
imprensa para denunciar o "descaso" por parte do clube.
Inconformado
por não ter recebido o atendimento esperado do Vitória, Carmel cobrou atitude.
"Não tive nenhum tipo de apoio, nem psicológico. Não estou aqui atrás de
sensacionalismo ou atrás de brincadeira. Se eu não for pelo meu filho, quem
vai? Se eu não correr atrás dos meus direitos, quem vai correr? Estou chateado,
e não é pouco. Meu filho foi agredido. O Sr. João Paulo (Coordenador do
Profissional), Sr. Manoel Matos (Diretor das Divisões de Base) e Sr. Carlão
(Carlos Anunciação, coordenador da Base) nada fizeram, não tomaram
providencias. Depois de duas horas do ocorrido, ele (Wellington) estava em
campo. O primeiro que conversou comigo foi João Paulo e a preocupação dele era
que o caso não caísse na mídia. Em nenhum momento se preocupou com meu filho.
Isso é um belo exemplo para os atletas, porque vai voltar a ocorrer",
reclamou em entrevista ao Arena Transamérica.
Fábio se
disse espantado pela seriedade do caso, que trouxe sérias consequências para
seu filho. "Não quero criar caso, minha chateação é pelo tratamento. Nada
foi feito, nenhuma providência foi tomada. Meu filho teve uma fratura na raiz
dos dentes. Ele perdeu dois dentes permanentes. Graças a Deus, não teve fratura
no nariz. Mas, o trauma que a criança sofreu vale muito mais do que a fratura.
Meu filho está em casa e não quer ir mais ao Vitória. Ele está com vergonha,
com medo". O pai da vítima ainda afirmou ter revirado o passado do jogador
do time Sub-20, a quem já havia chamado de delinquente. "Procurei saber
sobre ele, investiguei sobre ele. Ele vem dando problema desde as categorias de
base. Inclusive com amigos da mesma categoria que ele, que me apoiaram na minha
decisão".
