Os credores
estão dispostos a oferecer condições personalizadas e descontos especiais aos
consumidores que quiserem renegociar dívidas
Baianos
e consumidores de todo o país poderão voltar a ter o nome limpo na praça. Isso
graças ao Super Feirão Limpa Nome da Serasa, que intermedia a negociação entre
o credor e o consumidor. Este ano, o Super Feirão terá duas versões: presencial
e virtual. Em sua terceira edição, a verão online estará disponível na internet
a partir do dia 4 de novembro. Os credores estarão dispostos a oferecer
condições personalizadas e descontos especiais aos consumidores que quiserem
renegociar dívidas. Em edições anteriores, os descontos chegaram a 95%. A
versão presencial serve apenas para São Paulo. O feirão será uma grande
oportunidade para quem está com o nome sujo, e acontece em um momento no qual
foi registrado um aumento de inadimplência.
De
acordo com a Serasa, de janeiro a setembro deste ano a inadimplência fechou com
elevação de 4,2% em relação ao mesmo período do ano passado. O levantamento
indica que cerca de 40% da população adulta do país, com mais de 18 anos, está
inadimplente. Segundo o gerente de recuperação de crédito do Serasa Experian,
Raphael Salmi, o momento é propício para o consumidor colocar a vida em ordem. “Nosso
objetivo é colocar uma ferramenta entre os credores e os consumidores. O
consumidor vai entrar no site, fazer um cadastro, e verificar se tem dívida com
as empresas participantes. Podendo aproveitar o 13º salário, o consumidor quer
limpar o nome, e o credor quer recuperar a dívida. O credor já vai para o
feirão com condições diferenciadas, e o desconto é negociado entre eles”,
afirma.
É
preciso se preparar. - De acordo com Salmi, cada brasileiro
tem, em média, três dívidas. A recomendação feita pelo Serasa é que, antes da
negociação, o consumidor se prepare, verificando toda sua renda e dívida. “O
ideal é que o consumidor tenha a renda na ponta do lápis. O gasto mensal e
quanto que sobra. É necessário ficar atento durante a negociação, par que não
consiga parcelar e, na terceira parcela, venha quebrar o acordo de novo,
voltando a ser inadimplente. O consumidor não deve firmar um acordo que em um
mês é favorável, e depois não conseguir manter”, explicou. A mesma recomendação
é feita pelo economista Antonio Brito. Para ele, o ideal é que o consumidor
busque um desconto significativo para o valor total. “A pessoa deve solicitar a
redução das taxas de juro. O mais interessante é pagar à vista, com desconto
significativo. Quitando o débito total.
Caso o
consumidor não consiga pagar à vista e opte pelo parcelamento, o primeiro passo
é planejar o orçamentário familiar, onde deve ser observado a renda mensal e o
consumo. Nesse planejamento, o indivíduo deve abrir mão do consumo supérfluo –
aquele que vai além da necessidade –, e dar prioridade ao consumo autônomo –
gastos necessários para sobreviver. “Caso faça o parcelamento da dívida, aquele
débito deve ser colocado no orçamento familiar como consumo autônomo. Mas é
preciso fazer um planejamento para tentar equilibrar a renda com as despesas.
Durante o período em que estiver pagando a dívida, o consumidor não deve
constituir novos débitos que a renda não dê para cumprir”, sugeriu.
