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A
política do governo federal de redução dos juros - por meio de cortes da
Selic e reduções nas tarifas dos bancos públicos - resultou, em abril último,
numa queda média de 1,26% para pessoa física e 1,89%, nas operações à pessoa
jurídica nos valores praticados no mercado.
Apenas
o cartão de crédito não apresentou diminuição, segundo levantamento publicado
ontem, sob responsabilidade da Anefac e IMA (Institute of Management e
Accountants - Instituto de Administração Contábil).
Vice-presidente
da Anefac e coordenador do estudo, Miguel José Ribeiro de Oliveira atribuiu à
diminuição do custo do dinheiro também à expectativa de novas baixas na Selic
e a queda da inadimplência. No mês passado, o país viveu a maior queda para
pessoa física da série histórica (desde 1995), que foi reduzida pelo terceiro
mês seguido, e a maior retração das taxas para pessoa jurídica desde dezembro
de 2009.
Em
abril, para pessoa física os juros caíram de 6,33% ao mês em março/2012 para
6,25% ao mês.No indicador anualizado, a queda foi de 108,87% ao ano, no mês
retrasado, para 106,99%, em abril.Empréstimo pessoal (ambos, bancos e
financeiras), Comércio e CDC também apresentaram as menores taxas da série
históricas. No cheque especial, o valor é o mais baixo desde outubro de 2011.
Com
o anúncio, na semana passada, de que a poupança será remunerada em 70% da
Selic quando esta alcançar 8,5%, analistas do mercado têm a expectativa de
que a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) baixe a taxa
básica pelo menos para este patamar.
Para
Ribeiro de Oliveira, a “maior competição no sistema financeiro após os bancos
públicos promoverem reduções em suas taxas de juros” deve derrubar ainda mais
os juros da economia no atual mês.
A
maior redução no segmento PF aconteceu em empréstimo pessoal banco, passando
de 3,84% para 3,69% mensais, com variação de 3,91%. Em seguida, apareceram
comércio, CDC bancos (automóveis) e empréstimo pessoal - financeiras, que
apresentaram diminuição de 2,05%, 1,52% e 1,45%.os juros do cheque especial
tiveram recuo de 0,72%.
No
crediário, todos os 12 seguimentos (grandes, pequenas e médias redes, empresa
de turismo, artigo do lar, eletro-eletrônicos, importados, veículos,
equipamentos de ginástica, informática, celulares e decoração) rebaixaram
suas taxas, em diminuições que variaram de 1,25% para 2,34%.
Maior
taxa em valores absolutos, o cartão de crédito manteve a taxa média de 10,69%
mensais. Verifica-se na pesquisa quedas de todas as três linhas de crédito
para pessoa jurídica, numa diminuição média de 0,07 ponto percentual no mês
(1,89¨% em termos percentuais).
No
cálculo anualizado, o recuo foi de 54,65%, em março de 2012, para os 53,4% do
mês passado. A linha para capital de giro passou de 2,24% ao mês (30,45% ao
ano) para 2,16% mensais (29,23% anuais) – a maior variação, de 3,57% ou 0,08
pontos percentuais. Desconto de duplicatas e conta garantida apresentaram
reduções de 3,6% e 0,33% (0,1 e 0,02 pp). Fonte: Tribuna
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